A história de Águas da Prata acontece a partir do momento em que as belíssimas matas, que até hoje compõem o rico cenário do bosque da cidade foram avistadas pelos primeiros habitantes da terra, na época em que o planeta passava por muitas transformações geológicas e só havia animais selvagens e a natureza abundante por todo lugar.

As primeiras andanças pelo território datam da descoberta dos metais preciosos, entre a transição do Brasil Colonial (1500-1822), onde hoje está Minas Gerais e durante o Segundo Reinado (1840-1889), com o café, quando diferentes perspectivas atingiram o crescimento da antiga Vila da Prata na movimentação de seu desenvolvimento econômico e social.

A história avança. No ano de 1876, em pleno fulgor do século XIX, Rufino Luiz de Castro Gavião, caçador, alfaiate e dentista, era dono de terras na região conhecida como Fazenda do Alegre. Em suas imediações, Rufino estava pelas matas a caçar e ouviu o barulho das águas sobre as pedras, deixando uma rica bica para os animais.

Rufino, surpreendido com o filete de água, bebeu-a com muita vontade e percebeu o alívio da cura estomacal dias depois, porque sofrendo de dores terríveis, essa exuberante água possuía um gosto peculiar de renovação da saúde, o que o deixou muito intrigado.

A respeito da descoberta, Rufino foi contar aos engenheiros que trabalhavam na construção da Estrada de Ferro Mogiana, ponto que ligava a produção cafeeira da região com a capital do Estado e a cidade de Santos/SP. Os trabalhadores experimentaram a água e concordaram com Rufino, a água era uma bênção natural da existência e estava ali para ser apreciada, degustada e preservada.

Para isto, a construção de uma caixa de cimento como reservatório foi o primeiro passo dos engenheiros, com o intuito de armazenar a descoberta e utilizá-la como fonte. Entretanto, os sais minerais corroeram o cimento e a água começou a ser usada pelos colonos da Fazenda do Alegre, dez anos depois, em 1886.

Assim foi que Águas da Prata contrariou um pouco a tradição histórica brasileira, em que os povoados surgem ao redor de uma igrejinha… Águas da Prata nasceu em consequência da economia cafeeira e do descobrimento das águas terapêuticas por Rufino Luiz de Castro Gavião. Já o nome de Águas da Prata, dado à Estância, provém de uma expressão tupi-guarani, “pay-tâ”, que significa água derramada.

A Primeira República no Brasil (1889-1930) modificou a Vila de Águas da Prata para Estância Hidromineral por causa da específica qualidade de suas águas – no Estado de SP existem mais de dez estâncias hidrominerais – em nossa Águas da Prata temos mais de dez tipos de fontes com propriedades medicinais. Orgulho máximo do Estado de São Paulo!

Por isto, em 1925, foi promulgada lei, criando o Distrito de Águas da Prata, do Munícipio de São João da Boa Vista/SP. Quase uma década depois, em 1934, foi criado o Munícipio de Águas da Prata, sob decreto nº 6.501, de 19 de junho de 1934. A cidade obteve a emancipação política depois da visita do governador paulista Armando de Salles Oliveira, em 1935.

Águas da Prata tornou-se Município e Estância Hidromineral com base em suas diversas águas, em sua magnífica vegetação e clima fresco. A magia e a paz que Águas da Prata carrega desde seus primórdios de vida fez-se oficial – em 03 de julho de 1935 – sendo esta a data de fundação da cidade e comemoração de seu aniversário!

Águas da Prata é especial! Uma das cidades mais charmosas de nossa região, um verdadeiro paraíso cheio de luz!

Feliz Aniversário, Águas da Prata!
Estamos felizes pelos seus 82 anos de vida & história!

Palavras escritas para a comemoração do aniversário em 03.07.2017.

Texto escrito por Stefani Costa

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